terça-feira, 28 de novembro de 2017

Resenha - Imagens do Egito Antigo: um estudo de representações históricas

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FUNARI, Raquel dos Santos – Imagens do Egito Antigo: um estudo de representações históricas. São Paulo: Annablume, 2006.

Danilo de Almeida Silva[1]

A obra Imagens do Egito Antigo: um estudo de representações históricas, lançado pela Editora Annablume e escrito pela professora, pesquisadora e doutora Raquel dos Santos Funari, foi fruto de sua dissertação de mestrado, defendida no Departamento de História da Unicamp em 2004. Raquel para a elaboração de sua refinada pesquisa, utiliza questionários e apresenta os resultados em gráficos de pizza e barra, dividindo entre masculino e feminino. A análise tem o objetivo de entender melhor como os alunos da quinta série enxergam o Egito antigo, de onde recebem esta bagagem de egiptomania e como o professor pode trabalhar com esse conhecimento prévio. O livro possui três capítulos principais, além dos elementos pré-textuais e conclusão.
No começo do livro, a autora dedica um espaço de sua obra para agradecer a todos aqueles que a guiaram e deram suporte para a realização da obra e das pesquisas, após os agradecimentos temos um prologo escrito por Margaret Marchiori Bakos, professora do curso e do programa de pós-graduação em história da PUCRS. Nele Bakos escreve sobre o conceito de egiptomania, o reuso de elementos do antigo Egito, com outras finalidades diferentes das originais e sobre a trajetória de Raquel Funari destacando o fato da pesquisa nesta área ser pioneira no país. Ainda nos elementos que precedem os capítulos iniciais Lourdes S. Domínguez, tece comentários sobre a obra e importância para o meio acadêmico. Dr. André Leonardo Chevitarese, pesquisador do núcleo de estudos estratégicos da UNICAMP, faz uma breve apresentação comentando sobre os vislumbres de Raquel Funari que a levaram a realizar a pesquisa, ressaltando a sensibilidade da autora ao perceber que os alunos já detinham informações sobre o Egito antigo que antecediam a abordagem do tema em âmbito escolar, conhecimentos derivados da egiptomania que nos rodeia. Por fim, temos um último elemento pré-textual, uma introdução descrevendo a realização da pesquisa e estrutura do livro analisado escrita pela própria autora.
O primeiro capitulo traz uma reflexão sobre quando começou esse interesse pelo Egito, segundo Raquel este interesse não é recente, podemos notar que ao longo dos anos vários povos se interessaram em visitar, contemplar e estudar a terra de faraós, múmias e mistérios. Napoleão, Champollion, Diodoro, Heródoto, Dom Pedro I, Dom Pedro II, Hebreus, Gregos, cientistas, arqueólogos, conquistadores e linguistas, todos fascinados pela religião, arquitetura, filosofia e arte egípcia. Bakos diz que este fascínio vem da união de três fatores, sendo eles: A egiptofilia, gosto pelo exotismo, a egiptomania, reinterpretações feitas da cultura egípcia e a egiptologia, responsável pelo estudo cientifico, sendo os três os geradores de ciência e imaginação.
Funari no segundo capitulo, debate sobre a egiptomania recebida pelos alunos e reflete sobre a obra de Edward W. Said, autor de Orientalismo – o Oriente como invenção do Ocidente, a obra de Said fala sobre o orientalismo, formas de pensar ocidentais sobre o Oriente, muitas vezes preconceituosas e limitadas. A pesquisa é de caráter quantitativo e a historiadora utiliza dois questionários, um que antecede os estudos sobre o Egito e outro feito após o tema ser abordado em sala, as perguntas foram feitas para um total de 347 alunos, sendo 190 meninos e 157 meninas. Os questionários continham perguntas que remetiam a interesses, vocabulário, mídia impressa, filmes, imagens, turismo, enigmas, animais egípcios, Egito atual e egiptomania.
Os resultados são ilustrados em gráficos e comentados durante a segunda e terceira parte do livro, neles podemos ver que meninos e meninas possuem diferentes formas de ver o mundo, as meninas se atentam a maquiagens, paisagens, adereços, detalhes na forma de viver e os meninos se prendem em números e formas. As meninas demonstram ter um interesse maior pela Cleópatra do que os meninos, enquanto os meninos demonstram foco na construção das pirâmides, escravos e as aventuras de andar de camelo. No ultimo capitulo é mostrado os resultados de um questionário feito após o estudo do Egito em sala, incluindo perguntas sobre: localização, cor da pele, associação, vocabulário, escravidão, imagens, materiais didáticos, atualidade, interdisciplinaridade. O ensino interdisciplinar foi um ponto da pesquisa que chamou a atenção da autora, ela percebeu que os alunos gostam e apreendem melhor quando submetidos a um tema que se conecta com outras matérias, formando uma organicidade, uma busca ousada pela transformação, segurança no exercício de pensar e na construção do conhecimento, abandonando o caráter de uma organização bancaria e decorativa sem ligação do assunto entre as matérias. Os livros didáticos utilizados pelos alunos da quinta serie também passaram por analise e possuem uma abordagem rasa sobre o tema, o professor não tem tempo para abordar os aspectos detalhadamente e os assuntos acabam se resumindo em poucos parágrafos.
Raquel Funari faz uma breve conclusão sobre a sua pesquisa, ela ressalta que é fundamental termos ciência que os alunos mesmo antes de terem o Egito antigo como tema de estudo, já contam com uma bagagem previa, fruto de uma egiptomania que deve ser trabalhada para desenvolver o conhecimento aprofundado e ao utilizarmos técnicas interdisciplinares os alunos além de demonstrarem mais interesse, aprendem melhor sobre o assunto tratado. Durante a pesquisa é possível ver de forma clara que meninos e meninas constroem visões diferenciadas, sendo os meninos atraídos por questões logicas e aventuras e as meninas por estética e cultura.
A pesquisa da autora foi aclamada por grandes historiadores e estudiosos da área, o livro além de ter uma linguagem clara e objetiva, nos mostra de forma quantitativa resultados que nos levam a refletir sobre a forma que os alunos enxergam o Egito antigo e como poderíamos melhorar esse olhar, que possui algumas distorções da realidade. Como Funari ressaltou, o orientalismo é presente nestas visões e devemos desmitificar o Egito, os alunos precisam ter consciência de que nem tudo no Egito é só aventuras e exotismo, é necessário trazer o conhecimento do Egito atual e mostrar a sua ligação com outros temas e matérias. Recomendo o livro a todos os educadores, amantes do Egito antigo e estudantes de história.


[1] Graduando em história da universidade do sagrado coração (USC/Bauru), realizada sob orientação das professoras Drª Lourdes M. G. C. Feitosa e Ma Cinthia M. R. Remaeh

domingo, 30 de abril de 2017

Resumo do Livro: O Que é História – Vavy Pacheco Borges

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Por Que Este Livro?
Vavy Pacheco diz os motivos pelos quais a levaram escrever o livro. Ela cita que explicar o conceito da História e contextualizar a história da história foram alguns deles. Vavy diz que a história nós ajuda na explicação da realidade em que vivemos, podendo assim transformá-la. A história está sempre se construindo, pois nunca é perfeito ou acabado o conhecimento por ela produzido. Existem diversos debates sobre quais são os limites da história, quais campos são os seus específicos e quais métodos devem ser utilizados.

A História da História
História é uma palavra grega que significa investigação, surgiu no século VI a.C. A primeira forma de explicar a origem da vida foi o mito, transmitido de forma oral de geração para geração. Porém o mito não tem um tempo concreto nem linear e sim um pseudo-tempo circular. Os mitos já serviam para as antigas civilizações como um modelo de algo que aconteceu há muitos anos atrás e explicaria o presente. Os Reis eram as representações dos deuses e tinham suas ações registradas. Esses registros eram de cunho político, sendo assim limitados e feitos para a posterioridade.
Os mitos não deixaram de existir e até hoje ainda existem as explicações míticas, porém consideradas como explicações paralelas. A história surge unida com a filosofia. Com as orientações de Hecateu de Mileto, Heródoto se propõe a fazer investigações e fica assim conhecido como o pai da História. Ele tinha o objetivo de registrar as ações realizadas pelo homem para que estas não se apaguem com o tempo. Em geral os historiadores buscam explicações para os momentos e situações que atravessam as sociedades nas quais vivem. Os historiadores não explicam os fatos baseados em explicações sobre-humanas, eles utilizam um tempo concreto. Ainda é possível ver algumas referências ligadas aos deuses nos relatos escritos sobre os costumes, interesses econômicos e ações do clima. Políbio diz: “depois que um homem assume atitude de historiador, tem que esquecer todas as considerações, como amor aos amigos e o ódio aos inimigos... pois assim como os seres vivos se tornam inúteis quando privados de olhos, também a história da qual foi retirada a verdade nada mais é do que um conto sem proveito”
O processo histórico pelo qual passa a humanidade é então unificado não mais em torno da ideia de Roma, mas de uma visão do cristianismo como fundamento e justificativa da história. A influência é tão grande que o passado passa a ser dividido nos tempos “antes de Cristo” e “depois de Cristo”.
A história durante a idade média volta a ter uma explicação sobrenatural, sendo o plano divino e o plano imperfeito, visão introduzida por Santo Agostinho, em sua obra A Cidade de Deus; O cristianismo aceita uma explicação linear que se ordena em função da intervenção divina. A igreja tem o papel de orientar a humanidade, pois é ela a responsável por receber as revelações divinas e somente o clero é letrado e pode escrever a história e deter a sabedoria da época, os documentos de cunho informal só surgem no século XII e XIII.
Com o fim do sistema feudal o contato com a filosofia árabe, grega e aristotélica, modifica bastante o ambiente cultural da época e nos séculos XII e XIII há divisões entre o racional e a fé. E gradualmente vai se formando uma visão não teológica do mundo e da história. O conhecimento passa a ter uma explicação racional e não mais uma divina. O empirismo ganha força e começa a ser necessário a experiência para explicar os fatos.
Durante o renascimento, foram desprezados os dez séculos medievais e do século XVI ao XIX as técnicas de reunir, preparar e criticar os documentos que serão estudados se aperfeiçoam e constituem a erudição. Através desses métodos investigativos foi possível descobrir a verdade sobre polêmicas internas da Igreja. A partir do século XII em diante várias vertentes do estudo e das metodologias da história se criaram como a genealogia, heráldica, diplomática, sigilografia, epigrafia entre outros. No século XVIII, surge o iluminismo mostrando a história como um pensamento linear progressivo e ininterrupto da razão humana e os filósofos estão no comando das explicações. O liberalismo ganha então espaço na sociedade e depois da revolução francesa organizou os estados nacionais liberais como a Inglaterra por exemplo. Cada país vai pesquisar o seu passado para valorização nacional e com isso surge uma corrente de historiadores românticos, eles não veem a história por um olhar frio, mas ressuscitam ela em um ambiente próprio.
Na Alemanha criou-se a preocupação de tornar a história uma ciência segura assim como era com as exatas com leis e verdades de alcance universal. A partir deste pensamento surgiu o positivismo que é uma sucessão de acontecimentos isolados, retratando sobretudo os feitos políticos, grandes heróis, batalhas e tratados da forma mais neutra possível. Hegel então retoma a lei da dialética formada por tese, antítese e síntese. Uma concepção que fundamenta as ideias do homem em relação à realidade e ao desenvolvimento do processo histórico.
No século XIX a sociedade burguesa se efetiva e o capitalismo é implantado e Karl Marx e Engels elaboram o materialismo histórico. Eles estudam o capitalismo e tentam revolucionar a sociedade com contribuições na produção histórica demonstrando que os homens para sobreviverem precisam de transformar a natureza, o mundo em que vivem. Fazem-no não isoladamente, mas em conjunto e assim estabelecem relações e condições materiais. Seus grandes legados são as contribuições para a análise do capitalismo e a introdução do novo método de análise da realidade. Stalin (1924) usa de forma autoritária e dogmática os estudos de Marx e implanta uma sociedade socialista. Somente em 1956 a visão de Stalin começa a ser denunciada e ter seus erros superados.
No século XIII, a história começa a ganhar espaço nas primeiras universidades e no século XIX passa a ter presença nos currículos com uma visão dominante liberalista. Na França no século XX surgiu uma corrente que ia contra o pensamento positivista, era o nascimento do materialismo histórico na escola dos Annales, que teve como representantes Marc Bloch e Lucien Febvre.
Com a expansão colonialista a Europa entrou em contato com outros povos e impôs como padrão a sua forma de organização. O eurocentrismo representa a história de uma forma continua desde a pré-história até o período contemporâneo e tem como meta a civilização europeia ocidental. O inglês Geoffrey critica esse sistema eurocentrista, porem até hoje temos essa mesma visão e ela vai se alterando de uma maneira lenta. Depois dos anos 70 várias visões da história surgiram, como a “nova história” feito para ser exibido na televisão, “história serial” feita através de dados estatísticos e a “história das mentalidades” que visa o que passava na mente do ser humano em cada tema em cada período.
Vavy diz que a história escrita a partir da segunda metade do século XX foi sempre marcada pelos desejos e interesses da classe dominante de uma forma sutil. Assim, dentro do campo da história há um certo controle dos registros e documentações. A história nunca foi escrita por escravos ou servos medievais. Era escrita pela ótica da burguesia e teve um desenvolvimento constante nas suas técnicas e formas de registrar os fatos históricos. Hoje, ao determinar o século XX, o historiador abandona a visão positivista e busca a neutralidade se distanciando entre ele e o objeto de estudo.

A História, Hoje em Dia
A função da história sempre foi fornecer informações para a sociedade sobre ela mesma e por fazer isso acaba se colocando próxima a outras áreas como a sociologia, antropologia e economia. Cada uma dessas áreas tem as suas especificidades e a da história é ver as transformações pelas quais a sociedade passou. Essas transformações é o combustível para o estudo histórico, é o que move os historiadores que procuram intender por que e como as transformações aconteceram e seus efeitos. A permanência também é estudada, pois é preciso saber o motivo de aquilo ter se fixado e se enraizado em uma sociedade. O dimensionamento da história é feito através do tempo histórico, um tempo diferente do cronológico. O cronológico é dividido nos relógios e calendários. Já no histórico percebemos mudanças como se elas fossem mais lentas ou rápidas do que realmente foram. Não se deve relacionar o decorrer do tempo histórico com a ideia de processo, pois ele pode não ocorre para todas as nações simultaneamente. O homem é um ser finito e temporal e tem consciência da sua historicidade e age em relação à natureza e aos outros homens. A história está sempre sendo reescrita, pois o seu foco é baseado nos assuntos do presente. Vavy resume isso na frase “ A história é filha do seu tempo”. A história pode analisar o presente tomando o passado como base, mas ao tentar analisar o presente para projetar um futuro são feitas apenas especulações.
O historiador deve situar um local, um tempo preciso e as fontes que utilizara, podendo ser escritas ou não. O historiador deve ter ciência de que aquela fonte é uma representação do passado e deve ser tratada como tal. A história universal se divide impropriamente em períodos que são feitos em função da civilização ocidental europeia, caracterizando que tudo que foi produzido antes da escrita está na pré- história. A divisão deve ter apenas um caráter explicativo e não ser um mero enquadramento por balizas cronológicas. A história está sempre se readequando e se renovando 

A História no Brasil
No Brasil seguimos a ideologia dos valores e técnicas europeias. Segundo eles a América Latina entrou para a história depois das grandes navegações. Nosso país faz parte do capitalismo e tem a sua realidade concreta própria. Os historiadores estão vinculados ao poder do Estado e o poder oficial da história escrita. Temos documentações diversas, porém ao contrario do que aconteceu na Europa o Brasil só teve universidades a partir do século XX. Capistrano de Abreu e Francisco Varnhagen foram alguns dos nossos grandes historiadores. Somente na década de 30 que a história passou a ser lecionada na universidade de São Paulo e continua nos currículos até hoje. É uma história conservadora, do branco vencedor em sua democracia racial, cheia de contradições em que o herói Brasil sempre vence. Os autores sempre culpam o povo pela situação em que o país se encontra e seguem a linha do romantismo do século XIX. Escondem os malefícios dos dominadores e evidenciam as qualidades. Nas faculdades existe uma revisão dos mitos e a partir do século 70 o conceito de história passou por revisões. O marxismo influenciou o estudo da história. Nos anos 80 surge uma linha de denúncias da história oficial. Vavy expressa uma falta de esperança ao falar sobre o ensino da história e das condições em que o professor trabalha, porém tenta convencer o leitor a lutar pela história.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Sobre Culturas

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O que é ser culto ?

Ser culto não é ser erudito. É importante diferenciar tais conceitos; ter cultura é ser culto e ser culto não tem relação com qual espécie de cultura você possui.

No século XIX os estudiosos fizeram a divisão entre as categorias de culturas existentes. Muitas populações defendiam que a sua cultura erudita era única. Isso é um equivoco, já que a cultura popular não pode existir sem a erudita assim como a erudita não pode ser compreendida sem um conhecimento prévio na cultura popular.

A cultura popular era tomada como uma vertente defeituosa vinda da cultura erudita, mas essa visão não faz mais parte dos conceitos de cultura popular. Hoje sabemos que realmente a cultura popular e erudita estão presentes em todos os grupos sociais e não podem mais ser divididas como superior e inferior.



Você não é melhor que um funkeiro por ouvir musica clássica, mas claro, os atos devem ser levados em conta. Em grupos funkeiros atos inadequados para o convívio na comunidade são altamente presentes enquanto os que são considerados eruditos cometem menos atos que transgridem o convívio social.

Deixe sua opinião sobre esse assunto nos comentários! Existe superioridade entre as culturas? O que determina essa superioridade?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

T.P.E

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A Tensão Pré Entregas (TPE) é muito angustiante, você fica ansioso durante dias e parece que cada dia equivale a um mês cada hora dura uma semana.

Tudo começa com a compra. O tempo estimado entre a pesquisa de um produto até a finalização da compra demora em média 5 horas. As vezes mais rápida e outras vezes mais demorada, a fórmula para calcular esse tempo é simples: tudo depende do quanto de dinheiro você tem e qual produto você quer.





Depois da dura escolha vamos para a segunda parte: escolher onde vai ser entregue e como será pago. Se você mora do outro lado do país corre o risco de pagar um frete caro e demorar mais do que o normal; se pagar em boleto você só vai finalizar a compra depois que o pagamento for aceito... após essa parte tensa e do medo de estar em um site falso comprando um produto falso passar, vamos para o último passo: esperar que a encomenda chegue e que o infarto não aconteça.                       

Eu realmente fico ansioso para receber. Fico ansioso, agitado, perco a concentração e acordo mais cedo que o normal de ansiedade para colocar as mãos na encomenda. Um bom passatempo é atualizar a página de rastreio de hora em hora...